Tenho me sentido espremida e sacudida pela vida nas últimas semanas. Sem sono às 4h38 da manhã, depois de adiantar trabalho da Universo Espírita e responder e-mails na madrugada, fico pensando na minha, na nossa fragilidade, exposta de tantas formas diferentes, desde a impossibilidade de cumprir uma agenda de compromissos pra um dia e da internet q não funcionou direito atrapalhando meu trabalho, até um acidente q podia ter levado alguém com quem andei mto brava. E caso ele ainda tenha dúvida se isso que tô escrevendo é pra ele, pode ter certeza de q é pra ele e pra mim. E pra quem encontrar aqui algum sentido - se é q existe um.
O q isso me parece? Me parece a vida insistindo em algo. Querendo me mostrar aquilo q ainda não consegui ver.
Me mostrando, talvez, q nossa situação nesse planeta é mto frágil, um ventinho pode mudar td. (Bom, sempre soube disso, mas td mundo precisa ser lembrado de certos itens essenciais, eventualmente.) Mostrando q o controle não tá comigo. Q algumas coisas precisam ser postas de lado e, outras, agarradas como o maior dos tesouros.
Ninguém evita realmente tempestades. Mas a gente pode segurar firme na mão de alguém, enquanto elas não passam. Esse alguém não é qqer um, mas alguém q, embora pise na bola como qqer um, como eu tb posso pisar, tá disposto a ser meu amigo e ficar por perto, como eu estou disposta a ser amiga e ficar perto.
Thoreau escreveu q queria saber q vida era essa, se ela era sublime ou mesquinha. Mesmo espremida e sacudida, voto no sublime. Afinal, passado o susto, além de td, já tô sabendo q ele tá em casa e bem.